Publicado em 22/02/2017 às 14:43, Atualizado em 22/02/2017 às 18:00
Suposto lobisomem tem mobilizado a comunidade.
Na pacata Iguatemi, interior do Estado, a caça ao suposto lobisomem tem mobilizado a comunidade. Mesmo quem demonstra descrença e ceticismo em relação a lenda do homem que se transforma em bicho em noites de lua cheia, tem 'comprado' a ideia de que a criatura realmente assombra as ruas da cidade. Isso porque durante este mês, algumas aparições de um cachorro com porte grande e aparência assustadora têm algumas testemunhas para contar a história. E quem não viu, conhece alguém que viu, e a história se perpetua.
Na noite do dia 20 uma mulher teria sido atacada pelo animal, ela estava de carro, no bairro onde vive, o Jardim Valaszek Konrad. Bastou que ela comunicasse aos vizinhos, para que a comunidade saísse na caça do animal.
A lenda e a quaresma
A quaresma, período - para os cristãos - que antecede a páscoa, é uma época em que as histórias do bicho vagando pelas cidades Brasil afora começam a surgir. São muitas as versões da lenda, e elas variam conforme as regiões. Uma das versões diz que "a sétima criança em uma sequência de filhos do mesmo sexo será um lobisomem". Outra afirma que o oitavo filho irá se transformar no bicho. Há quem diga que após a morte de um ente da família que possuía a aberração e passou de pai pra filho, avô pra neto e por aí vai .Além do lobisomem outras lendas são comuns a essa época, como a mula-sem-cabeça.
A explicação está na religião católica, conforme os pesquisadores. Isso porque, antigamente, para alertar as pessoas e fazer com que ficassem mais pacatas durante essa época, os padres costumavam disseminar a ideia de que as criaturas estariam nas ruas. Com o tempo, e adaptando-se a regionalidade do país, os lobisomens, mulas e demais entidades mitológicas foram ocupando o imaginário.
Enquanto isso, os moradores de Iguatemi continuam vendo o tal cachorro assustador.