Publicado em 09/11/2018 às 10:47, Atualizado em 10/11/2018 às 02:50

Corinthians consegue liminar e impede penhora da taça do Mundial de Clubes 2012

No último mês de agosto, a faculdade também tentou bloquear o dinheiro que o Timão receberia pela venda de Rodriguinho.

ESPN.com.br,
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© Getty Images Emerson Sheik, do Corinthians, com o troféu do Mundial de Clubes 2012

Um dia após a Justiça determinar a penhora do troféu do Mundial de Clubes 2012 por conta de uma dívida, o Corinthians informou que conseguiu liminar para impedir com que o objeto vá parar nas mãos do Instituto Santanense de Ensino Superior.

"O Sport Club Corinthians Paulista informa que a decisão que determinou a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012 foi liminarmente suspensa por ordem do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que acatou o agravo de instrumento com pedido suspensivo interposto pelo clube", informou a equipe.

O ofício foi emitido pelo relator Paulo Pastore Filho, da 17ª Câmara de Direito Privado da capital.

ENTENDA O CASO

Em outubro, o Instituto Santanense de Ensino Superior acionou a Justiça para que o Corinthians tivesse bloqueada parte do prêmio pelo vice-campeonato da Copa do Brasil, em virtude da R$ 2,48 milhões.

No último mês de agosto, a faculdade também tentou bloquear o dinheiro que o Timão receberia pela venda de Rodriguinho ao Pyramids FC, do Egito, mas sem sucesso.

Na ocasião, o time do Parque São Jorge pediu audiência de conciliação com o Instituto, o que aconteceu em setembro, mas não houve acordo entre as partes, seguindo a cobrança.

No início do processo, em março, a dívida era de R$ 3,5 milhões, valor que chegou a R$ 4,26 milhões no cálculo da faculdade, em abril.

O Instituto Santanense chegou a conseguir bloquear as contas do Corinthians no processo, mas só recolheu aproximadamente R$ 270 mil. Em outro momento, também bloqueou as quantias recebíveis pelo clube através de operadoras de cartão de crédito.

O valor exato da dívida no momento, segundo a faculdade, é de R$ 2.485.952,11, em quantia que representa apenas o montante que o Instituto tem direito, sem os custos de processo.